Search vs Performance Max: quem paga sua conta?

Search vs Performance Max: quem paga sua conta?

Você abriu o Google Ads, viu o Performance Max “prometendo” mais conversões e pensou: por que eu ainda estou gastando tempo com Search? A pergunta é justa. O problema é que muita empresa troca previsibilidade por conveniência – e só percebe quando o CAC sobe, o volume de leads cai e ninguém sabe explicar o porquê.

Search e Performance Max não são rivais. Eles são ferramentas com lógicas diferentes. Se você trata as duas como “campanhas para gerar leads”, você vai tomar decisões erradas, com números bonitos na tela e dinheiro vazando no bastidor.

google ads search versus performance max: o que muda de verdade

No Search, você compra intenção explícita. O usuário digita “software de gestão para clínica”, “advogado trabalhista perto de mim”, “curso de inglês online preço” e você decide se quer aparecer, com qual mensagem e com qual página. O anúncio nasce do termo pesquisado e a performance tende a ser consequência direta do alinhamento entre palavra-chave, anúncio e landing page.

No Performance Max, você compra alcance guiado por sinais e objetivo. Você entrega ativos (títulos, descrições, imagens, vídeos), define conversões e alimenta o sistema com dados. A entrega vai rodar em vários inventários do Google (YouTube, Display, Discover, Gmail e também Search) conforme o algoritmo entende que aquilo maximiza o objetivo.

A diferença prática para um decisor é simples: Search é cirúrgico e auditável. Performance Max é amplo e eficiente quando a base está pronta, mas exige maturidade para não virar um “ralo de verba” com relatórios genéricos.

Controle: quem está no volante?

Search te dá controle operacional real. Você escolhe tipos de correspondência, adiciona palavras-chave negativas, separa campanhas por intenção (fundo, meio, topo), ajusta lances por dispositivo, região e horário e testa mensagens com clareza estatística. Se o lead piorou, você consegue rastrear: foi a query? foi o anúncio? foi a página? foi o público?

Performance Max reduz esse volante. Você controla orçamento, metas, ativos, sinalização de público e, em alguns casos, exclusões e regras. Mas você não controla a maior parte das decisões de entrega. Na prática, você aceita uma caixa-preta maior em troca de escala.

Para quem precisa de previsibilidade de vendas, isso é um trade-off: PMax pode trazer volume rápido, mas você precisa saber se ele está trazendo volume bom ou apenas “conversão barata” que não vira faturamento.

Mensuração: conversão não é receita

Aqui mora o erro mais caro.

No Search, você consegue correlacionar com mais facilidade intenção – clique – lead – venda. Mesmo quando a jornada é longa, a origem do interesse costuma estar mais clara, porque o clique veio de uma pergunta explícita do usuário.

No Performance Max, o risco é otimizar para o que é fácil medir, não para o que paga a conta. Se sua conversão é “envio de formulário” sem qualificação, o algoritmo vai aprender a buscar pessoas que enviam formulário. Não necessariamente pessoas que compram.

Quando a empresa não tem CRM integrado, não mede qualidade por origem e não tem um funil minimamente consistente, Performance Max pode inflar números na tela e piorar margem no financeiro. A campanha não “falhou”. Ela só fez exatamente o que você pediu para ela fazer.

Quando Search tende a ganhar (e por quê)

Search costuma ser superior quando você precisa de controle, diagnóstico e eficiência em demanda existente. Alguns cenários são clássicos.

Se o seu ticket é alto e o lead precisa ser bom, Search normalmente entrega mais previsibilidade porque você consegue filtrar intenção com palavras-chave e negativas. Se você está em uma vertical com compliance, restrições de mensagem ou promessa, Search te dá mais segurança para construir comunicação e evitar tráfego irrelevante.

Também é a escolha mais inteligente quando você está começando ou recomeçando depois de campanhas ruins. Search é uma ferramenta de “verdade operacional”: ele revela o que o mercado está perguntando, quais objeções aparecem nos termos e onde está o dinheiro. Para uma empresa pressionada por resultado, isso reduz incerteza.

Quando Performance Max tende a ganhar (e por quê)

Performance Max brilha quando você já tem base: tracking limpo, conversões bem definidas, volume razoável de dados e criativos suficientes para o algoritmo trabalhar.

Ele costuma performar bem em e-commerce e em operações com oferta clara, boa taxa de conversão e catálogo forte. Também é útil quando você quer expandir alcance sem depender apenas de demanda de busca, usando YouTube e Display de forma orientada por performance.

Mas “expandir alcance” só faz sentido se você sabe o quanto pode pagar por um cliente e se você mede isso sem autoengano. Caso contrário, o PMax vira um amplificador de confusão.

O jogo real: intenção versus descoberta

Search captura o usuário no momento em que ele já levantou a mão. É demanda existente.

Performance Max tenta criar e capturar demanda ao mesmo tempo. Ele mistura descoberta (alguém que ainda não pesquisou) com intenção (alguém que pesquisou) e entrega onde for mais provável gerar a conversão definida.

Isso afeta diretamente o tipo de lead.

Se você vende um serviço B2B consultivo, o topo de funil pode gerar muitos “curiosos” e poucos decisores. Se você vende algo de compra rápida, descoberta pode ser ouro. É por isso que não existe resposta universal. Existe adequação ao seu modelo de venda e ao seu nível de maturidade de dados.

Como decidir sem achismo: um método pragmático

A decisão não é “qual é melhor”. A decisão é “qual reduz desperdício e aumenta lucro com transparência”. Para isso, três perguntas resolvem 80% do caminho.

Primeiro: sua conversão está bem definida? Se “lead” é qualquer pessoa que preencheu um campo, você está treinando o algoritmo para quantidade. Se você consegue importar conversões qualificadas do CRM (MQL, SQL, venda), aí sim você está treinando para valor.

Segundo: você precisa entender o que está funcionando ou só precisa de escala? Se você ainda não sabe quais termos trazem clientes, Search é seu laboratório. Se você já sabe e quer volume, PMax pode ser seu acelerador.

Terceiro: você tem criativos e páginas para sustentar a promessa? Performance Max precisa de variedade e consistência de ativos. Search exige uma landing page bem alinhada com a intenção. Sem isso, os dois desperdiçam – só que o Search desperdiça de um jeito mais fácil de enxergar.

Estratégia de alto desempenho: usar os dois sem canibalizar

Em operações maduras, Search e Performance Max funcionam melhor juntos do que separados. O detalhe é impedir que um roube o papel do outro.

Search deve proteger e dominar o fundo de funil: termos de alta intenção, marca (quando faz sentido), concorrentes (com critério) e clusters de serviço/produto. Aqui você quer clareza: quais queries fecham venda, quais anúncios geram taxa de conversão e quais páginas sustentam o CPL.

Performance Max entra para ampliar eficiência e capturar oportunidades onde o Search não alcança sozinho, especialmente em inventários fora da busca. Para isso, você precisa sinalizar público, alimentar com dados de qualidade e, principalmente, medir resultado por etapa do funil. Se o PMax está “ganhando” porque está pegando tráfego que o Search já pegaria, você não ganhou performance – você só mudou a atribuição.

Armadilhas comuns que custam caro

Uma armadilha é colocar Performance Max para rodar com uma única conversão genérica e comemorar o CPL baixo. Outra é deixar Search com correspondência ampla sem negativas, achar que é “IA trabalhando” e descobrir depois que você pagou por termos informativos que não vendem.

Também é comum avaliar os dois com a métrica errada. Se seu ciclo de vendas é de 30 a 90 dias, olhar só conversão do Google Ads é miopia. Você precisa de visão de pipeline: taxa de qualificação, taxa de fechamento e receita por campanha.

Quando esse nível de mensuração está ausente, qualquer discussão sobre google ads search versus performance max vira opinião. E opinião não escala faturamento.

O que a Midialytics faria em uma conta real

Em um Diagnóstico Gratuito, o foco não seria “ativar PMax” ou “otimizar Search” como checklists. Seria mapear onde a verba está vazando e onde existe alavanca de crescimento previsível: tracking, funil, estrutura, termos, criativos, páginas e qualidade de lead. É esse rigor analítico que sustenta decisões que aguentam pressão de meta e não desmoronam quando o mercado fica mais competitivo. Se você quer colocar esse tipo de inteligência estratégica para trabalhar no seu Google Ads, a Midialytics é feita para esse jogo.

Feche a planilha com uma pergunta incômoda

Se amanhã o Google Ads parasse de reportar “conversões” e só mostrasse clientes que geraram receita, qual campanha você manteria sem hesitar? Essa é a pergunta que separa marketing como despesa de marketing como motor de vendas – e ela vale mais do que qualquer debate sobre formato de campanha.

Rolar para cima