Você olha o painel do Google Ads e vê cliques, impressões e um volume razoável de conversões. Mesmo assim, o faturamento não acompanha. Quando isso acontece, quase sempre existe um problema de verdade escondido atrás de “métricas bonitas”: rastreamento impreciso, estrutura que mistura intenções, lances sem lógica de margem, ou uma conta “otimizada” para o que é fácil medir — e não para o que paga as contas.
Uma auditoria google ads completa serve para uma coisa: transformar a conta em um sistema previsível de geração de demanda, com desperdício sob controle e ROI transparente. Não é uma revisão de checklist para “marcar verdinho”. É um raio X que aponta onde a verba está sendo sugada, quais alavancas realmente movem o ponteiro e o que precisa ser cortado sem dó.
O que uma auditoria google ads completa precisa entregar
Se a auditoria termina em um relatório genérico, ela falhou. O entregável certo é um diagnóstico que permite decidir: manter, pausar, reestruturar, aumentar orçamento ou trocar estratégia. Isso exige conectar mídia com negócio.
Na prática, você quer três respostas.
A primeira: os dados são confiáveis? Se conversão está errada, todo o resto vira teatro.
A segunda: a conta está estruturada para controlar intenção e custo? Quando tudo fica “misturado”, você paga caro por lead fraco e não sabe por quê.
A terceira: as decisões de lance e orçamento estão alinhadas com margem e capacidade comercial? Se o Google está “ganhando” e você está “sofrendo”, a conta está rodando para o objetivo errado.
Auditoria começa pelo básico que quase ninguém faz: mensuração
Antes de mexer em campanha, valide o que você chama de “conversão”. Uma conta pode parecer eficiente e ainda assim estar inflando números.
Comece verificando se o Google Ads está importando conversões do GA4 ou se usa tags diretas. Nenhuma opção é “sempre melhor”; depende do seu fluxo e da maturidade de tracking. O ponto é: a fonte precisa representar a ação que gera valor.
Depois, revise se existem conversões duplicadas (por exemplo, formulário contado duas vezes, clique em botão contado como lead, ou evento de página de obrigado disparando em recarregamento). Esse erro é mais comum do que parece e cria um incentivo perverso: o algoritmo passa a buscar “conversões fáceis” que não viram vendas.
Outro ponto crítico é atribuição. Se você opera com ciclo de vendas mais longo, depender de last click puro pode distorcer o jogo. Ao mesmo tempo, usar modelos “mais inteligentes” sem entender o efeito pode fazer você investir em palavras que só participam cedo demais e nunca fecham. Aqui vale pragmatismo: se você não tem CRM bem integrado, use uma configuração simples e consistente, e não uma “magia” que você não consegue auditar.
Por fim, trate offline. Se você vende por WhatsApp, telefone ou time comercial, o lead precisa voltar como dado (mesmo que parcial). Sem isso, você otimiza para quantidade, não para qualidade.
Estrutura: onde o dinheiro vaza sem fazer barulho
Uma auditoria séria olha para a arquitetura da conta como um gerente olha para um DRE: onde está o custo que não deveria existir.
Campanhas com objetivos diferentes não podem competir no mesmo “balde”. Misturar marca com genéricas, topo com fundo, ou regiões com ticket diferente destrói leitura e controle. Você perde a capacidade de dizer “aqui eu pago caro porque vale” e “aqui eu estou pagando caro porque estou errando”.
Também avalie se a conta está dependendo demais de automação sem cercas. Performance Max, correspondência ampla e lances automáticos podem funcionar muito bem — mas apenas quando existem sinais de qualidade, conversões corretas e exclusões bem pensadas. Senão, você compra tráfego que parece bom no relatório e é ruim no caixa.
Um sinal clássico de estrutura fraca é quando você não consegue responder, em cinco minutos, perguntas simples: “qual campanha gera oportunidade qualificada?”, “qual grupo de anúncios segura o CPL quando eu escalo?”, “qual termo está trazendo curiosos?”. Se não dá para responder, não dá para gerir.
Palavras-chave e termos de pesquisa: a auditoria que dói
A parte mais “subestimada” de uma auditoria é o trabalho de termos de pesquisa. É onde você encontra o ralo.
O primeiro bloco é intenção. Nem todo clique “relacionado” é um clique de compra. Termos informacionais podem ser úteis em estratégia de funil, mas são perigosos quando você mede sucesso apenas por envio de formulário. Se o seu time comercial reclama que os leads não têm fit, desconfie de palavras que atraem estudantes, pessoas buscando emprego, suporte técnico, ou comparação gratuita.
O segundo bloco é correspondência. Correspondência ampla pode ser excelente para escalar, mas em contas com tracking frágil ela vira caça-níquel do algoritmo. A auditoria precisa identificar onde ampla está trazendo termos irrelevantes e onde ela está trazendo variações boas que deveriam virar palavras dedicadas.
O terceiro bloco é negativas. Quase toda conta tem negativas insuficientes. E aqui não é só “grátis” e “download”. É negativar contextos que você não atende, segmentos que seu time não consegue vender, cidades fora do raio, e até combinações sem valor.
Se você quer performance de elite, negativas são disciplina. Não é glamour, mas é lucro.
Anúncios e ativos: o problema não é CTR, é aderência
CTR alto pode significar anúncio chamativo — e lead ruim. CTR baixo pode significar que você está filtrando melhor — e pagando menos por oportunidade qualificada. É por isso que a auditoria precisa cruzar mensagem com intenção.
Analise se o texto promete o que a landing page entrega. Quando anúncio vende “preço” e a página empurra “consultoria premium”, você cria fricção e desperdiça clique. Quando anúncio fala com dor específica e a página é genérica, você perde conversão.
Também vale olhar para consistência de oferta: qual é o “próximo passo” que você está pedindo? Em alguns negócios, formulário longo mata conversão; em outros, ele qualifica e melhora taxa de venda. Depende da sua capacidade comercial e do seu CAC aceitável.
Extensões (assets) não são enfeite. Sitelinks, frases de destaque, snippets e extensão de chamada mudam a taxa de clique e a qualidade do tráfego. Uma auditoria boa identifica se esses assets estão alinhados com o que você quer vender agora, não com o que ficou configurado meses atrás.
Landing page e funil: o Google não salva uma página fraca
Quando a conta tem boa segmentação e ainda assim o CPL está alto, o gargalo costuma estar fora do Google Ads.
Audite velocidade, clareza da proposta e prova. Se o usuário chega e precisa “adivinhar” o que você faz, você está pagando para confundir. Se não existe prova mínima (depoimentos, cases, números, garantias reais), o lead que converte tende a ser curioso, não comprador.
Outro ponto crítico é a fricção do contato. Formulário que falha, botão que não abre WhatsApp no celular, telefone invisível, ou tag que não dispara quando a página muda — tudo isso parece detalhe, mas vira queda direta de conversões.
E tem a parte que quase ninguém mede: a etapa pós-lead. Se o tempo de resposta está alto, a taxa de contato cai e o Google Ads leva a culpa. Uma auditoria completa faz a pergunta incômoda: seu processo comercial está preparado para o volume que você quer?
Lances e orçamento: quando o algoritmo vira o seu sócio (caro)
Estratégia de lances não é “escolha de menu”. Ela precisa refletir maturidade de dados, variância de ticket e margem.
Se você tem poucas conversões por mês, tCPA e tROAS podem virar chute estatístico. Em alguns casos, começar com Maximizar cliques ou Maximizar conversões faz sentido; em outros, isso só acelera a compra de tráfego barato e fraco. A auditoria precisa olhar volume de conversão, estabilidade semanal e dispersão por campanha.
Também examine a distribuição de orçamento. Muitas contas têm campanhas “queridinhas” com verba demais só porque têm CPA aparentemente bom — mas são leads que não viram venda. Ao mesmo tempo, campanhas de fundo de funil ficam limitadas e não escalam. O ajuste correto é menos sobre “colocar mais dinheiro” e mais sobre colocar dinheiro onde existe evidência de receita.
E sim: às vezes o melhor movimento é reduzir investimento por alguns dias para corrigir mensuração e estrutura. Crescimento previsível não nasce de pressa; nasce de controle.
O que priorizar nas primeiras 72 horas após a auditoria
Uma auditoria que não vira plano de ação é só opinião. Em quase todo cenário, as prioridades iniciais seguem uma lógica de impacto.
Primeiro, conserte rastreamento e deduplicação de conversões. Sem isso, qualquer otimização é aposta.
Depois, ataque termos de pesquisa e negativas para cortar sangria imediata. Você costuma recuperar verba rapidamente só fechando as torneiras erradas.
Em seguida, reorganize estrutura por intenção e valor (marca vs genéricas, regiões, linhas de produto, ticket). Isso devolve controle e leitura.
Só então vale acelerar testes de criativos e landing page, porque agora você sabe que está trazendo as pessoas certas.
Quando faz sentido pedir um diagnóstico externo
Se você já investe um volume relevante, mas não consegue explicar com clareza de onde vem o lucro, a conta está gerando risco, não crescimento. Também faz sentido buscar visão externa quando o time interno está “no modo sobrevivência”, apagando incêndio, sem tempo para reestruturar.
Uma consultoria boa não vende mistério; vende método, rigor e corte de desperdício. É exatamente por isso que a Midialytics oferece um Diagnóstico Gratuito: para mapear gargalos e oportunidades com leitura de negócio, antes de propor qualquer escala. Se você quer essa visão com disciplina de performance, conheça a [Midialytics](https://midialytics.com).
Um último ponto, direto ao decisor: a melhor auditoria não é a que encontra “erros” para justificar trabalho. É a que cria um sistema em que você consegue tomar decisões duras com tranquilidade, porque os dados estão limpos e a estratégia está amarrada em receita. Esse tipo de controle não deixa o marketing mais bonito — deixa a empresa mais forte.



